Levantei o traseiro

Depois da ordem de comando do nosso líder maior , resolvi levantar o traseiro e me posicionar (opa, esse papo tá estranho).

Pelo amor de Bento 16, o que o Lula pretende? Aonde sua verborragia incontida vai leva-lo? Sim a ele, porque nós já sabemos bem para onde vamos (ou já fomos...). Como diz o meu compadre Gustavo: "Fica você. Eu vou à pqp...".

Está sendo educativo acompanhar esse nonsense todo e começar a ver o despencar incontido da popularidade dele e do partido.

E olha, digo tranquilamente: Votei nele. No PT não. Nele, Lula. Acreditando que era preciso viver uma experiência que fosse desmistificar o medo, o pavor de ter um governo de esquerda (eu disse esquerda? mesmo?).

Diversos amigos meus (com uma rara exceção) vieram para cima de mim com incontáveis argumentos contra a minha teoria de que a experiência deveria ser vivida pelo país e pelo próprio PT. Está dando, o que está dando.

Não me arrependo. Tenho certeza de que o objetivo do meu voto (tirar a máscara) está sendo cumprido lindamente. Pena que a custos e juros tão altos.

Mas eu sou brasileiro e não desisto nunca (*preciso rever isso).



Escrito por Cadu Lemos às 10h01
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Questão da Semana

A questão toda é :
O que sustenta a vida, o mundo, é a polaridade. O yin, o yang, o masculino, o feminino, o preto, o branco, a luz...a sombra.
Por isso, continuamos sonhando. Especialmente para manter o equilíbrio de tudo.

O que você acha disso?

Aproveito para publicar um texto de ontem do Jayme Serva, compadre e autor do blog Dito Assim.

A semana começa com uma pergunta.

Depois de quatro dias de folga em uma casa sem luz elétrica, nas montanhas de araucária entre São Paulo e Minas, volto à capital e seus jornais. As revistas semanais brasileiras trazem Bento XVI na capa. O Time traz Ann Coulter, a loura radical de direita que sugere que os EUA lancem logo uma bomba nuclear na Coréia do Norte e que o linchamento seja legalizado, entre outras barbaridades. A Veja traz uma entrevista exclusiva com Donald Rumsfeld, o secretário de defesa de Bush, e um anúncio da co-irmã Exame, que traz na capa a chamada "Jack Welch ensina como vencer", ladeando uma foto em super close-up do executivo símbolo do pensamento "reengenharia", o cara que se orgulha dos milhões de empregados que demitiu e do mau-caratismo que incutiu na corporação que comandou nos anos 90 e que, de certa forma, virou padrão de gestão e de relações intra e inter-empresas.

A lista dos personagens do domingo à noite -- Bento XVI, Ann Coulter, Rumsfeld, Bush, Jack Welch -- parece a escalação do time de futebol de salão do Grêmio Recreativo Mussolini Vive.

Mas por que isso incomoda tanto? Eis a pergunta.

Tivemos Churchill, tivemos Reagan, tivemos Mao, tivemos Golda Meir, tivemos Pio XII, tivemos Fidel, tivemos Getúlio, tivemos até o pai do Bush. Todos, em maior ou menor proporção, tinham seu lado vilão. O que há de diferente nesses(as) caras de hoje? A resposta está nos olhos. Peguem as fotos e olhem nos olhos do Cardeal Hatzinger, de Coulter, Rumsfeld, Bush e Welch. A impressão que dá é a de que, por trás daqueles olhos, há respostas, fartura delas. E só. Não se consegue suspeitar ali um sonho sequer.

A batalha deste século tem pouco a ver com respostas, até por vivermos um tempo coalhado delas. Quando Lennon disse ou citou "the dream is over", falava de um sonho a ser mantido vivo. Quando W. Bush repete pervertendo "I have a dream", ele fala de todos os sonhos, e seu subtexto vocifera: "dreaming is over".

A batalha deste século é pelos sonhos. E a tropa do outro lado é forte.



Escrito por Cadu Lemos às 09h38
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