4 ou 5 C's
Há muito tempo tenho trabalhado na idéia de uma sequência de atitudes que possa incentivar, orientar o processo das relações humanas no trabalho, nas organizações.
Cheguei a uma fórmula (eu hein?!) bastante simples que meu amigo xamã Gabriel Martínez, companheiro de jornada heróica, transformou numa belíssima mandala. Este ícone (veja abaixo) procura criar a noção de sequência, movimento, usando a mais perfeita das formas, o círculo.

Neste círculo, começando por cima, temos a comunicação. Se há boa comunicação, transparente, fluída, ética, sem agendas ocultas, boa chance de se mover para o segundo C, a confiança, base de todos os relacionamento profissionais. Opa, refraseio: todos os relacionamentos, profissionais ou não. Ponto.
Com a confiança estabelecida, chega a cooperação, colaboração, confronto direto ao lugar comum da maioria das empresa que conheço: A competição interna. (Também conhecida como puxação de tapete).
Se as coisas estiverem indo bem, bem mesmo, chega o tão falado comprometimento. Aqui faço uma pausa. Será que o comprometimento vem antes ou depois da confiança e da cooperação? Talvez, por princípios e ideais, possa vir até mesmo antes da comunicação. Pode estar ligado de fato a o C mais importante desta "fórmula": A CAUSA. Este C eu tinha deixado para o final. É o eixo vermelho da mandala, o que gira a roda. O propósito. Penso que ele deve continuar lá, fechando ou abrindo o ciclo.
Começo a perceber que este ícone é dinâmico. Tudo depende do grupo com quem estou trabalhando e o nível de maturidade e visão que ele tem.
Penso agora que um pouco das minhas angústias com relação a isso estão diminuindo. Bastou colocar no papel, digo, no blog. O que vc pensa disso?
MANIFESTE-SE!
Ah, não poderia deixar de mencionar mais um C: Conquista, celebração, comemoração. É isso que tem grandes chances de acontecer se os C's anteriores forem praticados de forma legítima, autêntica, verdadeira. Mas isso, ainda vou ter que conferir...
Uma última pergunta:
Comprometimento não é uma palavra já desgastada não? Como aquelas famosas que levaram até o Bob Fields ao escracho: Parceria, terceirização, satisfação do cliente (não me peça para falar o que ele achava disso).
Escrito por Cadu Lemos às 00h50
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